A gestão de estoques é um pilar fundamental para quem trabalha com atacado e distribuição. Afinal, ter a quantidade certa de produtos que garanta as vendas sem exagerar no volume de mercadorias armazenadas é uma equação difícil de equilibrar.
Ter um estoque de segurança para não paralisar as vendas é uma boa estratégia. Mas quando não se tem um controle detalhado da margem de produtos a mais em estoque, você pode gerar outros problemas. Exemplo disso é o estoque morto, sobre o qual vamos falar neste artigo.
O que é estoque morto?
Estoque morto ou estoque obsoleto é um conjunto de mercadorias que não foram vendidas antes do final do ciclo de vida do produto.
Se você trabalha na indústria alimentícia ou farmacêutica, sabe que produtos com prazo de validade vencido não podem mais ser comercializados. Então, quando você deixa que isso aconteça com suas mercadorias, basicamente tem um estoque morto.
Mas o estoque obsoleto também pode corresponder a produtos que foram suplantados por tecnologias mais atuais, como hardwares.
Smartphones cuja tecnologia já não corresponde mais às demandas do público também entram nessa categoria. Da mesma forma, peças, equipamentos e quaisquer outros insumos que, por um motivo ou outro, não sejam mais comercializáveis.
O que gera um estoque morto?
Existem muitos motivos pelos quais um estoque pode se tornar morto: da mudança de preferência por parte dos seus clientes e consumidores até defeitos nos produtos ou mudanças legislativas.
Alguns desses motivos estão sob seu controle e outros não. Portanto, vamos listar algumas das razões que podem ser controladas pela sua equipe:
- Mercadorias defeituosas: quando um lote inteiro de mercadorias apresenta algum tipo de defeito ou adulteração;
- Excesso de estoque: compra excessiva de produtos, sem ter a demanda necessária para escoar o estoque;
- Produtos muito similares: vender produtos com muita similaridade pode levar os consumidores a comprarem apenas um, deixando o outro de lado, seja por causa de preço, qualidade ou desconhecimento de marca;
- Sazonalidade: quando a época de maior demanda pelos produtos passa e você não deu vazão a todo o estoque;
- Vencimento ou obsolescência: quando o prazo de validade está vencido ou o produto se torna obsoleto;
- Previsão de demanda incorreta: quando seu time não dimensiona adequadamente a demanda e você acaba adquirindo mais mercadorias do que o seu poder de venda e distribuição;
- Gestão de estoque ineficiente: quando sua gestão de estoque não oferece uma análise transparente, afetando o giro de estoque.
Como você pode ver, existem inúmeras razões que podem levar a um estoque morto. Portanto, monitorar essas informações com acuracidade é fundamental.
Como um estoque morto impacta seu atacado e distribuição?
Todo estoque parado causa impactos na performance de um atacado e distribuição, sejam financeiros ou operacionais. Veja os principais:
Financeiros
Ter mercadorias que não podem ser vendidas em estoque é prejuízo dobrado: dos produtos comprados, que terão que ser descartados, ao espaço que poderia estar sendo ocupado com mercadorias vendáveis.
Junto a isso, você tem um capital de giro imobilizado, que não gera lucro, e ainda corre o risco de ter despesas com o descarte consciente desses produtos.
Operacionais
No operacional, o estoque morto ocupa um espaço que poderia ser usado para a armazenagem de novos produtos, o que limita a sua capacidade de armazenagem.
O estoque obsoleto também pode prejudicar o seu inventário de estoque, tornando seus dados inconsistentes e nublando sua tomada de decisão em relação a compras, precificação de produtos e distribuição de mercadorias.
Imagem e reputação de marca
Se o seu inventário de estoque considera os produtos obsoletos e estes são vendidos, isso pode acarretar em um problema de imagem para o seu atacado e distribuição.
O envio de produtos que não deveriam ser comercializados para os clientes, por exemplo, pode gerar necessidade de logística reversa e mais custos para a sua empresa.
Por outro lado, mesmo com a detecção do problema antes do envio, dizer para o cliente que não há produtos em estoque também pode minar o relacionamento e afetar futuras vendas.
Agora que você já sabe quais impactos um estoque morto pode causar no seu atacado e distribuição, vamos ao que interessa: como resolver essa questão?
Como evitar o estoque obsoleto no atacado e distribuição
O planejamento de estoque é a melhor forma de organizar os processos e criar mecanismos de controle que permitam identificar quando as mercadorias entram em uma zona de risco para se tornarem obsoletas.
Para tanto, você pode fazer uso de tecnologias de gestão de estoques que facilitem a coleta e análise de dados. Também convém ter métodos simples de visualização do status do seu estoque, como dashboards de controle. Mas e quando seu estoque está nessa zona de risco, o que fazer?
Faça liquidações e dê descontos
Uma boa forma de fazer seu estoque zerar é dar descontos ou fazer liquidações que incentivem a compra em maior volume. Isso pode ser feito principalmente em segmentos de mercado nos quais seus produtos têm consumo imediato, como o de alimentação, por exemplo.
Restaurantes, bares, lanchonetes e cadeias de fast-food podem se beneficiar destes descontos e ajudar seu atacado e distribuição a não entrar no prejuízo.
Crie pacotes de produtos
Se um determinado produto do seu estoque está na zona vermelha para se tornar obsoleto, você pode vendê-lo junto a produtos populares, a fim de incentivar a compra.
Explore outros canais de vendas
Buscar formas alternativas de oferecer seus produtos pode reduzir o estoque morto e impedir que novos se formem. Aqui, você pode explorar novos canais de vendas ou até mesmo novos públicos, expandindo assim a atuação do seu atacado e distribuição.
Com essas pequenas ações, você corrige o problema de maneira proativa e evita desperdícios imediatos. Mas a melhor solução é sempre manter uma gestão de estoques eficiente.
Quer saber como conseguir essa eficiência? Saiba como a previsão de demanda pode otimizar a sua gestão de estoques!
Gostou do conteúdo? Toda a produção foi elaborada pela Évelim Wroblewski .
